Paiva Neto – O Coyote

COISA NOSSA UBERABA – Paiva Neto, o Coyote – Entrevista Isabel Minaré – parte 01 – 2441 – AA4331.

MÚSICO – PAIVA NETO – COYOTE

ENTREVISTA PARA A JORNALISTA ISABEL MINARÉ – PARTE 01

02 DE AGOSTO DE 2016 – LOCAL – ESTÚDIO MUSICAL DO COYOTE – UBERABA – MINAS GERAIS

O músico Paiva Neto, o Coyote, concedeu uma entrevista para o canal Gilberto Rezende, no Youtube, na terça-feira (02/08). Durante a conversa, o artista contou sobre as passagens de sua carreira, que começou dentro de casa, observando o pai e a irmã tocarem. No dia 20 deste mês, Coyote gravará seu primeiro DVD, repleto de participações de artistas locais. Coyote nasceu em São Paulo (SP). Depois da separação dos pais, mudou-se para Pirajuba (MG), onde se dedicou ao campo. “Quando era pequeno, trabalhava na roça e era ruim demais”, atesta. Logo percebeu que aquela não era a vida que gostaria de ter. “Comecei a estudar música com oito anos. Aos 16, levei a brincadeira a sério e decidi mudar para São Paulo (SP) para estudar música. Fiz diversos cursos em um conservatório”, explica. O interesse pela arte vem de família. “Meu pai tocava sanfona. Foi ele quem me ensinou a gostar de música”, relata. “Minha primeira dupla foi com meu irmão. Na época, ele trabalhava em um banco e preferiu continuar na área a viver de música”, esclarece. Quando morava em São Paulo, Coyote montou sua primeira parceria profissional. “Era Rique e Maciel. Eu era o Maciel e chamava meu parceiro de Boi. Nós começamos a trabalhar juntos depois que o companheiro dele não conseguiu mais tocar”, conta. O músico fala que esse foi o melhor parceiro de toda a sua carreira. “Nós tínhamos uma grande sintonia e amizade”, destaca. A dupla acabou quando Rique decidiu se entregar completamente à Congregação Cristã no Brasil, desistindo assim da vida artística. “Depois que a dupla acabou, coloquei um anúncio no jornal em busca de um novo companheiro. Apareceram várias pessoas, mas em nenhuma encontrei aquela química que tinha com Rique”, explica. Além disso, Coyote comenta sobre outro problema: a timidez. “Sou tímido e morro de vergonha de tudo. Sinto um gelo ao subir no palco. Mas quando começo a tocar, tudo some”, afirma.

O músico comenta sobre uma das opções de trabalhar com a arte: ser freelancer. Em outras palavras, o profissional trabalha de forma independente, sem vínculo empregatício. “É mais fácil arrumar trabalho de freelancer. Mas não é fácil exercer a função, porque um dia você toca rock, no outro, samba e na semana seguinte, universitário, por exemplo. Um dia, você toca baixo, no outro, viola. Isso é um pouco complicado porque tocar, você toca, mas e a essência? Se você vai tocar axé, tem que ter uma pegada de axé. Se o músico toca axé todo dia, ele chega com mais pique. Fica fácil fazer a harmonia. Mas e a batida? Tem que existir o swing para tocar”, assegura.

Além de tocar, Coyote é compositor e já teve músicas gravadas por outros artistas. Ele também é produtor musical. “Ser produtor é como enfeitar jardim para os outros olharem. O produtor nem sempre tem que ser músico. Costumo dizer que o produtor ‘enxerga na curva’. O importante do cantor é ter um vocal bom. O resto a gente lapida”, destaca. A gravação do primeiro DVD da banda Coyote é um sonho antigo. “Esse projeto começou há 30 anos em São Paulo”, comenta. O músico destaca sempre gostar do nome coiote. “Acho que me dá sorte”, confessa. “Quando fui embora, levei comigo a identidade de caipira. Depois de um sonho, comecei a escrever a música ‘Sonho encantado’, muito especial para mim, que estará no DVD”, relata.

O DVD contará com a participação de Fábio Reis e Cristiano, Catira Raízes, Orquestra de Viola, Paraense e Paraty, Aline e Alessandra. Cerca de 16 músicas estão previstas na gravação, que acontecerá no sábado, 20 de agosto, na chácara Morelli, no Recanto das Flores. A banda Coyote gravará seu primeiro DVD no dia 20 de agosto deste ano, na chácara Morelli, no Recanto das Flores. Entre algumas participações, está a da violeira Nathalya Pinheiro, junto com a Orquestra Viola de Ouro. No dia da entrevista com o músico, a jovem – de exímio talento – fez parte do ensaio. Juntos, Coyote e Nathalya tocaram ‘Cabocla Tereza’, ‘Sonho encantado’, ‘Canoeiro’ e ‘É culpa dela’.

A matéria é de responsabilidade da jornalista Isabel Minaré. O arquivo faz parte do acervo da Associação Cultural Casa do Folclore.

COISA NOSSA UBERABA – Paiva Neto, o Coyote – Entrevista Isabel Minaré – parte 02 – 2442 – AA4332.

COISA NOSSA UBERABA – Paiva Neto, o Coyote – Entrevista Isabel Minaré – parte 03 – 2443 – AA4333.

COISA NOSSA UBERABA – Paiva Neto, o Coyote – Entrevista Isabel Minaré – parte 04 – 2444 – AA4334.

COISA NOSSA UBERABA – Paiva Neto, o Coyote – Entrevista Isabel Minaré – parte 05 – 2445 – AA4335.

COISA NOSSA UBERABA – Coyote e Nathalya Pinheiro – Cabocla Tereza – parte 06 – 2446 – AA4336.

COISA NOSSA UBERABA – Coyote e Nathalya Pinheiro – Canoeiro – parte 08 – 2448 – AA4337.

COISA NOSSA UBERABA – Coyote e Nathalya Pinheiro – A culpa é dela – parte 09 – 2449 – AA4338.

COISA NOSSA UBERABA – Coyote e Nathalya Pinheiro – Sonho encantado – parte 07 – 2447 – AA4339.